Estou extasiado.. Há semanas que acompanho e tento formular algo a respeito do que acontece nesse momento ao nosso redor.. e até agora não me acho em condições para me expressar.. continuo refletindo a respeito e sigo perdido, arrebatado.. Mas me ousarei, tentarei..
Sigo perplexo.. Ao deparar, por exemplo, com discursos muito oportunos, mas incondizentes com os praticados.. Como os de que parecem que querem aproveitar a oportunidade para refletir e agir.. Ainda assim, hesito..
Não sou nenhum paladino, e, sim, já desrespeitei, traí, pessoas que me confiaram respeito.. Até hoje me arrependo.. aprendi com as oportunidades, e tento ser melhor, a cada momento.. Mas aprendi, isso desde cedo, que não preciso subordinar meus princípios a interesses momentâneos¹..
Movimentar-se, até difícil não é.. Quero ver manter-se em pé.. Sem deslizar-se entre o que diz e o que é..
Até quando manteremo-nos fora de um equilíbrio?? Será que precisamos esquecer o outro para se encontrar melhor??
"letargia nunca mais.."
Estou também excitado.. Acreditando que, de forma geral, queremos mesmo muito mais.. muito mái meió dí bão.. E apesar de perceber uma crueza em boa parte, nada melhor que aproveitar o fervor para 'cozer'.. Não esquecendo as urnas que seguem, mas enfrentando as ruas para se posicionar.. Afinal, numa democracia, todas pessoas deveriam, ao menos, poder serem ouvidas.. Apesar de, infelizmente, nem todas que se fazem presentes, sejam consideradas.. Quando, não, desrespeitadas.. nas ruas, manifestadas, ou não..
Acredito, sim, num ato de paz.. não, necessariamente, beato.. mas de respeito.. Afinal, o que peço, Eu, pelo menos, de forma geral, é isso.. Respeito.. Não dá para aceitar qualquer gororoba de política², mesmo.. Precisamos saber viver e cobrar politicamente.. E, parece, estarmos aprendendo.. (Será?!) Espero.. Animado..
"a maior arquibancada do Brasil.."
Eu que sempre gostei de discutir política, estou, como já disse, numa mistura de excitação e êxtase.. Vendo e sentindo, o que consigo, nas ruas, de que podemos, sim, ter o interesse em política.. Que podemos, também, compreender e questionar os meandros da política.. Apesar de assumir que ainda falta algum amadurecimento de idéias, muitas vezes.. Mas nada que não seja, felizmente, rapidamente, superável.. se quisermos..
E assim, sigo.. Rindo.. de alegria e sarcasmo.. Sarcasticamente, ao ver as pessoas tentarem tirar proveito, oportunamente, da situação.. Ainda mais quando tentam, ou nem, entender o fluxo de informações que move esse momento.. Como de alegria, ao sentir que outras tentam aproveitar a oportunidade do momento para se movimentarem.. para aprender e participar de nossa 'democracia'.. Calar a boca, nunca mais!!
Ainda espero por outros prometidos, mas esse, (in)esperado, talvez, possa ser o maior legado do momento.. e imagino a festa..
Espero que te tire um sorriso de alegria, e não só de sarcasmo.. Mas de qualquer forma, o que acha?! Encara tentar se, e nos, equilibrar também?!
Sou politizado. Não dono de
verdades, mas ciente da minha politização..
E isso se deve a minha,
feliz, influência, principalmente, paterna..
Lembro-me de noites em que
nem teria idade para estar acordado, mas escondido pela casa, ouvia
meu pai discutindo política com seus pares.. enquanto minha mãe,
além de discutir, ouvia (sentia) a mim.. e me pedia para dormir..
por vezes ia.. em outras só fingia, e lá voltava..
Também lembro-me, já mais
crescido, discutindo com meu pai sobre a importância do voto.. que
para ele, como para mim, seria um dos grandes atos da democracia.. e
por isso, pra ele, seria uma falta de responsabilidade cívica caso
alguém se isentasse neste momento..
Por aí, não acho
necessário aprofundar a respeito da movimentação que vivenciei em
minha própria família para que encarasse essa minha politização..
Apenas mais um ensinamento
vindo dele, meu pai, que sempre nos questionava sobre a repulsa pela
política, com uma 'simples' questão, mais ou menos, assim: "E
a disputa política diária, corriqueira e cotidiana, ao encarar cada
conversa ou manifestação coletiva como uma disputa de forças, em
que de alguma forma nos posicionaríamos a respeito de algo?"
Diante de tudo isso, cresci
e me formei.. gostando, muito, de política..
De política.. não da
política..
Não
vejo porque seja um tabu assumir uma posição ideológica, mesmo
cívica..
E assim não acho tão
difícil escrever sobre o que gostaria, que foi minha opção pela
isenção..
Não pelo desprendimento
moral ou desinteresse; ainda menos, pela vontade de me eximir de uma
responsabilidade ou do cumprimento de uma obrigação, encargo ou
ônus..
Mas pela esquivança em
amor.. pelo desdém e desprezo da política..
Não de política.. mas da
política, que pra mim seria (aliás, deveria ser) diferente..
Como já deixei entender em
outra postagem, resido, atualmente, em Caxias do Sul..
Mas cumpro com minhas
'funções cívicas', como gostaria de falar meu pai..
Algumas, como a do voto,
ainda em minha cidade natal..
E por conta de
responsabilidades pessoais da época..
Não votei no primeiro turno
passado..
O que não me isentava de
discutir a respeito do processo e movimentação por qual
passávamos..
"atuação positiva"
Na época, além das
discussões presenciais, participava de um grupo de discussão
virtual..
No caso, discutindo a
candidatura de Marina, mas, principalmente, uma nova política..
E é dessas minhas
participações, que extraio boa parte do que agora vou
(re)escrever.. No segundo turno, eu me
isentei.. anulando meu voto..
E achava, eu, humilde mas
não solitariamente, que a Marina, deveria também..
Ao menos publicamente.. por
antes ter se posicionado como fez..
E que poderia ser o momento de reforçar sua distinção política,
apregoada..
Não
deveria, como parece ter feito o partido que a sustentava, preferir
se conjugar com algum deles, apenas, para participar de algum
governo, ganhar ministério, cargos, ou o escambau..
Bom apenas para o poder..
Mas é que não via na Marina
ou em seu movimento apenas uma vontade, desejo, de mudanças em
relação a programas que são essenciais, SIM, para nossa educação,
sustentabilidade, saúde e tantos outras condições básicas de um
regime democrático.. Programas que compõem um governo, que deveria
estar em contato e em prol dos governados, e não dos
governantes..
Tive um sentimento de que havia um desejo de
reaproximação e valorização dessa relação, de que nos
posicionávamos a favor de uma política diferente.. Uma via que não
condissesse com a velha (mas, infelizmente, em vigor) relação de
poderes por interesses alheios que não os públicos, com suas mais
variadas diferenças e necessidades, mas sim, os particulares,
privados..
Respeito o desejo de alguns, e acho legítimo se
posicionarem a favor de um ou outro partido, se o intuito for ver
algo melhor em curto prazo, nos programas que guiarão nossas
vidas..
EU continuarei posicionando-me a favor de uma
política mais sadia, justa, honrada, transparente e aberta.. Pois
não vejo como mexer tão drasticamente (necessário! na minha
opinião) nas partes que compõem o todo, se não entendermos a
regência dessas perante o todo.. E das pessoas que nos regem estou
FARTO! Não me posicionarei a favor de NENHUM deles..
Como devem saber, Marina se
posicionou, novamente, contrária a política vigente e se lançou
junto a um movimento que, teoricamente, pretende sacudir as
estruturas estagnadas para nosso malefício.. dinamizadas a favor
da sustentação de um poder simbólico, mas muito poderoso..
E apesar de não confiar na
história de vida de todas as pessoas envolvidas nesse movimento,
seja por desconhecimento ou mesmo por muita informação
contraditória, continuo acreditando que ela, e esse movimento,
podem representar um dos marcos de nossa política, como quando
saímos de uma ditadura militar para uma política fadada ao
fisiologismo, na busca de uma democracia plena..
Será que um dia teremos essa
felicidade jamais
alcançada?
"falsa democracia"
"Tudo se discute nesse
mundo. Menos uma única coisa que não se discute. Não se discute a
democracia! A democracia esta aí, como se fosse uma espécie de
santa no altar. De quem já não se espera milagres. Mas está aí
como uma referência. Uma referência: a Democracia. E não se
repara que a democracia em que vivemos é uma democracia
sequestrada, condicionada, amputada. Porque o poder do cidadão, o
poder de cada um de nós, limita-se, na esfera política, a tirar um
governo de que não gosta e a por outro que talvez venha a gostar,
nada mais! Mas as grandes decisões são tomadas numa outra esfera!
E todos sabemos qual é.."
Essas foram algumas
palavras de José Saramago quando discutia a democracia mundial, mas
que tomo emprestado para repensarmos nossa realidade..
Será
que queremos nos manter afastados das decisões e da esfera que nos
direciona?
Será que limitando-nos a discutir sobre tirar ou
colocar uma ou outra pessoa, estaremos discutindo nossa democracia, condição
sine qua non para melhoras reais, programáticas e
estratégicas?
Espero que Marina realmente seja a pessoa que
me cativou.. Que além de digna, coerente, transparente, discorde
das regras do jogo, posicionando-se a respeito.. E nesse momento,
além de estimular que as
pessoas votem em qual candidato lhes convir, sem precisar
demonstrar sua opinião
própria, que mobilize as pessoas a repensarem nossa
democracia.. Para demonstrar que mesmo afastadas do jogo sujo da
política, podemos nos aproximar de nossas vontades e desejos de
melhorias.. Que temos canais, não tão utilizados, e que queremos
nos fazer ouvir ao longo dos quatro anos.. Que não precisamos cair
no ostracismo e esquecimento até a próxima vez que precisem que
escolhamos a próxima pessoa a governar..
Não acho que ela seja a única
pessoa na política que seja assim como pintei!. Mas dentre as que
pediam pelo meu voto, infelizmente, me pareceu.. E, portanto, EU
anulei meu 2º tuno.. e se precisar, anulo novamente..
Prefiro, EU!!, votar nulo
consciente, do que vender minhas posições ideológicas..
Primeiramente,
por entender que não nos calaremos por quatro anos por termos nos
anulado nesta decisão.. contrário.. podemos mostrar nossa
indignação para, espero, podermos cobrar ainda mais de qualquer
pessoa que lá estiver.. Afinal, ela governa pra TODOS!!!! E não pra
quem lhe preferiu..
Mas, também, por não me
acomodar e/ou simpatizar com oportunismos políticos..
Muito já li sobre uma
oportunidade de impor uma agenda a favor dos nossos princípios,
infelizmente, na maioria das vezes, requisitando cargos, favores, ou
qualquer posição política.. Continuo achando um fisiologismo
barato..
"Bem assim.."
Na época das discussões, até
a religião foi citada, na tentativa de me contradizer..
Colocando-me como um covarde
que não herdaria o tal reino de Deus..
Mas EU prefiro pensar em nossa
vida aqui na Terra e as consequências que nossos atos acarretarão
aqui, pois aqui EU sei que penarei.. e, assim, busco mensurar
as consequências reais (não divinas) dos meus atos.. e para MIM, o
voto neutro não é omisso ou conivente.. pelo contrário.. nos
deixa na condição de criticar ambas partes abertamente.. pois,
reforço, não estamos definindo se nos calaremos pelos anos
seguintes ou não..
Prestei meu voto de
insatisfação perante a situação.. e aí continuei minha vida..
cobrando de todos, e não só dos políticos, que nossos atos sejam
compreendidos e pensados a partir da realidade palpável.. e não de
preconceitos, demagogias políticas, fisiologismos, ou mesmo,
convenções divinas..
Não sou, apesar de parecer,
contrário as religiões.. Acredito que CADA pessoa deva encontrar
e acreditar no que lhe conforta e dá sentido a vida..!! No MEU
caso, prefiro nos ver sozinhos, "donos" e responsáveis
por esse mundão, e por esse Brasilzão.. e sendo assim, pensar
dessa forma que coloquei..
E não pense, por isso, que
não cultivo minha espiritualidade..
Mas discutamos o Brasil..
Já
perdemos
muito com esse fisiologismo!!
Na MINHA opinião, já
'esperamos' demais, deixando esses políticos, acordos, alianças, e
corja dominar.. e ESSA é hora de fazermos diferente.. não
esperarmos mais.. Não esperarmos para mostrar que pra se fazer
política não se precisa participar desse jogo.. Mas sim,
motivar a sociedade em prol de causas que acreditem!! Não de
oportunismo!
Devemos ressaltar a
importância de se pensar uma nova política, e não em personagens,
cargos, favores, amizades, ou seja lá o que, que não os interesses
das pessoas deste País.. Que, felizmente, não é feito apenas por
pessoas desonestas, desrespeitosas ou omissas perante suas
responsabilidades com os ambientes sociais, naturais, culturais,
religiosos, políticos (por que não?), ou seja qual for, por quais
passar ou transitar pela vida..
Sei que essa minha reflexão é fruto de minha movimentação
pessoal e, principalmente, pela oportunidade de educação que
tive.. e entendo que enquanto não tivermos uma educação de
qualidade para todas as pessoas, não será fácil a convocação de
participação..
Mas tenho plena certeza, também, de que não estou sozinho nesse
jogo..
Vamos deixar de, apenas, votar para participar?!
Felizmente, estamos num país livre e democrático, portanto:
Bom voto, participação política e felicidades nessa
vida!!